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Um super-herói de carne e osso

11/2018

Conheça a história de João Gabriel e como um ambiente lúdico pode ajudar no tratamento de crianças que têm doenças degenerativas

Assessoria de Comunicação - Unimed Maceió João Gabriel com a terapeuta ocupacional Rafaela de Moraes e a fisioterapeuta Mirelle Farias

João Gabriel com a terapeuta ocupacional Rafaela de Moraes e a fisioterapeuta Mirelle Farias

João Gabriel sorri, tímido. Vestido de The Flash, super-herói mais rápido do mundo, o garoto de 9 anos também quer vencer o tempo. Ele tem Distrofia Muscular de Duchenne (DMD), doença genética degenerativa que afeta meninos e é transmitida pelo cromossomo X, da mãe. No entanto, um a cada três casos ocorre por mutação genética. E esse foi o diagnóstico do João. A doença é caracterizada pela ausência de uma proteína essencial para os músculos. Sem ela, eles vão enfraquecendo progressivamente.

E foi essa fraqueza, a princípio nas pernas, que chamou a atenção de Flávia Fernanda de Oliveira Aquino, mãe de João Gabriel. Ela conta que ele caía com frequência e tinha dificuldade para se levantar. “Percebi que tinha algo realmente errado quando ele não conseguiu brincar em uma piscina de bolinhas”, lembra. Isso foi em 2016, no Dia das Crianças, e deu início a uma investigação médica para descobrir o menino tinha.

Diagnosticado com Distrofia Muscular de Duchenne (DMD), João Gabriel iniciou um tratamento multidisciplinar. O acompanhamento é feito por médicos de diversas especialidades (cardiologista, pediatra, neuropediatra, oftalmologista, ortopedista e geneticista) e por outros profissionais da área de saúde, como fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo e nutricionista.

Duas vezes por semana, João Gabriel faz fisioterapia. “Nós estimulamos o movimento, o equilíbrio e o lado cognitivo dele. E a evolução do Gabriel está sendo boa. O nosso objetivo é que o processo degenerativo seja mais lento”, explica a fisioterapeuta Mirelle Farias, responsável pelo tratamento do garoto, realizado na Fisioterapia da Unimed Maceió.

São quase três anos de idas a médicos, exames, viagens e fisioterapia. Como lidar com tudo isso? Flávia, mãe de João Gabriel, explica: “Ele é meu presente, meu amor. Com fé em Deus, conseguimos tudo. Eu não posso mudar o mundo, mas posso mudar a história do João Gabriel”.

João Gabriel ouve a entrevista enquanto faz os exercícios da fisioterapia. Entre um circuito e outro, corre, sobe escada, descansa, mede a oxigenação, testa o fôlego. E as sessões ficaram mais divertidas em outubro. Mirelle Farias teve a ideia de criar a Liga da Superação. Vestida de Mulher Maravilha está levando encantamento e sonhos para as crianças que fazem fisioterapia na unidade da Unimed Maceió.

“Eu já usava o jaleco colorido e bem lúdico. No mês das crianças, vim de super-heroína e deu muito certo. Os pacientes gostaram tanto que também começaram a vir fantasiados”, conta Mirelle.

Flávia diz que a ideia animou João Gabriel. “Ele pediu para vir com a roupa de Flash. As sessões deixaram de ser uma obrigação e viraram diversão, alegria. Notei uma melhora de 100% na disposição dele de vir”.

E basta olhar para João Gabriel para notar. Ele sorri, brinca e faz pose de super-herói. Com Mirelle e Rafaela de Moraes, terapeuta ocupacional que se vestiu de palhaça com o poder de espalhar sorrisos, João e as demais crianças dão vida à Liga da Superação. Afinal, vencer o tempo, a dor, o medo e ainda continuar com um sorriso no rosto é um trabalho para super-heróis. Gente assim como o super João Gabriel de Oliveira Aquino.

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