Notícias

A- A+

Chega de birra!

08/2017

Período faz parte de processo de desenvolvimento da criança e costuma ocorrer aos dois anos

Dra. Mirânia Vital Rodrigues: "A crise dos dois anos existe, sim. A causa é simplesmente o desenvolvimento natural da criança, que passa a se perceber como indivíduo"

Dra. Mirânia Vital Rodrigues: "A crise dos dois anos existe, sim. A causa é simplesmente o desenvolvimento natural da criança, que passa a se perceber como indivíduo"

Choros incessantes, gritos e birras. Quem tem crianças pequenas provavelmente já passou por isso.Conhecida como "Terrible Two", a fase da “adolescência” do bebê acontece entre os 18 meses e os três anos de idade e, muitas vezes, pode durar até os quatro anos.

A pediatra da Unimed Maceió, Dra. Mirânia Vital Rodrigues, destaca algumas medidas que podem amenizar essa fase e dá dicas para os pais ultrapassarem o período com mais tranquilidade.

É importante lembrar que, embora seja uma época difícil para os pais e também para as crianças, é apenas uma fase e vai passar.  “A crise dos dois anos existe, sim. A causa é simplesmente o desenvolvimento natural da criança, que passa a se perceber como indivíduo independente dos pais e luta para conquistar o seu espaço e, diante da frustração de um "não", chora, grita, esperneia, bate nos outros, joga-se no chão ou atira objetos. É a famosa birra. Tudo isso porque ainda não tem maturidade emocional para lidar com uma determinada frustração”, esclarece Dra. Mirânia Vital Rodrigues.

 

Dicas para amenizar a “crise dos dois anos”

 

·         É importante ter limites colocados de modo suave, mas com firmeza

·         Não ceder aos pedidos durante a birra, para que a criança entenda que não conseguirá o que deseja dessa forma

·         Conversar antes de sair de casa é uma excelente estratégia, pois as birras geralmente acontecem em locais públicos

·         Deixar a criança fazer escolhas também evita conflitos

·         Não use chantagens e ameaças e não chame a atenção do filho no momento da crise

·         Se a criança bate no adulto, é agressiva ou apresenta comportamentos autodestrutivos, é aconselhável procurar ajuda especializada.